O contributo do RAILES para as indústrias de Setúbal

1 Out 2019

É neste quadro que a Muvu Technologies, enquanto especialistas no desenvolvimento de soluções para a Indústria 4.0, se afirma como potencial parceiro destas indústrias

A 4ª revolução industrial é tanto tecnológica como humana, sublinhou o diretor geral da AISET, Nuno Maia, no seu discurso de encerramento daquele que foi o 2º Fórum Empresarial dedicado à indústria de Setúbal.

O evento, que decorreu nos dias 17 e 18 de setembro, reuniu individualidades de vários quadrantes da sociedade, tais como políticos, economistas, empresários e trabalhadores do setor, que estiveram presentes para refletir sobre o futuro da modernização e inovação da península.

Destacaram-se dois momentos chave: o primeiro, de identificação dos desafios e constrangimentos que as indústrias atravessam, influenciados pelo contexto político, económico e social do país, nomeadamente o problema crónico da produtividade que continua em declínio, aliado à falta de definição estratégica dos fundos comunitários para a região.

Nesse sentido, debateram-se perspetivas políticas com vista ao desenvolvimento e captação de investimento, bem como se propuseram medidas para a Reforma do Código de Trabalho e refletiu-se sobre o Valor do Capital Humano na Indústria 4.0. Este último provou ser determinante, uma vez que haverá uma tendência crescente de procura de mão de obra cada vez mais qualificada e formada, do ponto de vista tecnológico e estratégico.

O segundo momento foi dedicado à proposta de soluções por parte de empresas e demonstração de alternativas já implementadas por algumas indústrias, como exemplos de sucesso a seguir.

É neste quadro que a Muvu Technologies, enquanto especialistas no desenvolvimento de soluções para a Indústria 4.0, se afirma como potencial parceiro destas indústrias, na proposta de uma ferramenta que permite ajudar a dar um salto qualitativo nesta nova era de transformação digital.

Através de uma demonstração interativa, apresentou-se o RAILES, um sistema de análise e controlo de produção em tempo real, que funciona como uma plataforma inteligente, englobando várias funcionalidades (customizáveis de acordo com o tipo de indústria), tais como a informação concreta sobre o tempo de trabalho útil de cada máquina, com notificações imediatas quando se regista uma paragem na produção e a consequente identificação do problema; o controlo de qualidade mais eficaz, desde o início do fabrico de um produto, o que reduz os erros, em grande escala e possibilita uma maior transparência e rastreabilidade ao longo de toda a cadeia de valor; facilita a transição do papel para o digital nas fábricas que vem rentabilizar e otimizar o tempo dos operários e da própria produção.

Integra tecnologias inovadoras como análise avançada de dados, cloud computing, sistemas ciber-físicos, internet das coisas, inteligência artificial, machine learning. Desta forma, promove-se uma evolução sustentável dos processos, que passam a ser inteligentes, permanentemente conectados e controlados, interligando todo o ciclo de vida do produto.

Assim, a transformação digital de uma fábrica é possível com a plataforma RAILES que lhe confere o estatuto de smart factory.

Importa também compreender que o investimento, por parte das empresas, não deve focar-se somente em novas tecnologias, mas deve ser repartido na formação dos trabalhadores que vão interagir com estes novos softwares, de forma a maximizar, do ponto de vista macro, a produtividade.

Numa ótica de sustentabilidade e rentabilidade de recursos, foram também mencionadas alternativas ao plástico (como o saco de papel e de bobine), projetos de descarbonização das empresas, e projetos das infraestruturas de Portugal, como o da ferrovia 2020.

O evento termina com a reafirmação do enorme potencial industrial da península de Setúbal , e na vontade de desenvolver os apoios e as sinergias certas para tornar a indústria mais atrativa para os investidores e para poder acompanhar a nova geração das fábricas inteligentes.

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